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Bentão faz "novo clássico" em AL




Alguns anos atrás, jamais se pensaria na possibilidade de uma partida entre um time de Sorocaba e um de Alagoas se tornar um clássico. De 2016 para cá, porém, isso acontece com São Bento e CSA, especialmente por conta da importância dos recentes confrontos. Primeiro, houve a semifinal da Série D. Depois, a semifinal da Série C, no ano passado. Por último, o duelo do primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série B. No histórico, são três vitórias beneditinas contra duas dos alagoanos. E hoje, às 21h, no Estádio Rei Pelé, as equipes ficam frente a frente pela sexta vez, na 21ª rodada da segunda divisão nacional.

O São Bento, com 25 pontos e na 12ª colocação da competição, vem de um empate amargo em casa, por 1 a 1, diante do Brasil de Pelotas, no último fim de semana. Já o clube alviceleste, dono de 34 pontos e no segundo lugar, foi derrotado por 3 a 0 pelo Goiás, em 10 de agosto, em Goiânia.

O técnico Marquinhos Santos, em entrevista na última quinta-feira, destacou o trabalho do companheiro de profissão Marcelo Cabo no comando do rival. "Eles conquistaram o estadual e o CSA vem em ascensão desde a chegada do Cabo. O time teve algumas perdas, mas fizeram boas contratações de reposição, não perderam o embalo. Recentemente trouxeram o atacante Neto Berola, um ótimo jogador", disse.

Também na quinta-feira, o volante Fábio Bahia e o meia-atacante Roni conversaram com os jornalistas. O segundo afirmou que o elenco está muito preparado para o jogo, sobretudo na parte tática. "É um jogo muito grande. Sabemos que deveremos sofrer pressão nos 15 primeiros minutos", projetou. E Bahia falou que o São Bento deve usar a pressão do adversário e uma possível impaciência da torcida alagoana a favor. "Podem ser alternativas para a gente, principalmente por causa do último resultado do CSA. As torcidas do Nordeste cobram muito", emendou.

Do lado alagoano, além da importância natural da partida, o meia Daniel Costa, "maestro" do time, tem algo a mais para celebrar: ele completa 100 jogos com a camisa do CSA, marca atingida, no atual elenco, apenas por Didira e Leandro Souza. Até aqui, o camisa 10 marcou 22 gols e deu 15 assistências.

Acompanhe

A Cruzeiro FM 92,3 transmite o confronto, com abertura dos trabalhos a partir das 20h. A narração é de Nilson Duarte, com reportagens de Rodrigo Gasparini, comentários de Érico Bueno e apresentação e plantão de Juarez Morato.

Marcelinho faz acordo e retorna ao Ituano



 - EMIDIO MARQUES (10/7/2018) - EMIDIO MARQUES (10/7/2018)


O São Bento anunciou, ontem à tarde, que o meia-atacante Marcelinho deixou o clube, em comum acordo. Ele, que veio de empréstimo do Ituano, retorna à equipe de origem, que atualmente disputa a Copa Paulista. O atleta, de 28 anos, fez cinco jogos com a camisa azul e branca na Série B, teve 170 minutos em campo, mas não marcou gols. (E.F.P.)

CSA X SÃO BENTO

CSA - Lucas Frigeri; Celsinho, Leandro Souza, Matheus Lopes e Rafinha; Yuri, Juan, Didira e Daniel Costa; Hugo Cabral e Alemão. Técnico: Marcelo Cabo

São Bento - Rodrigo Viana; Tony, Ewerton Páscoa, Anderson Salles e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Dudu Vieira e Diogo Oliveira (Roni); Branquinho, Ricardo Bueno e Cléo Silva. Técnico: Marquinhos Santos

Árbitro - Paulo Henrique de Melo Salmazio

Local - Estádio Rei Pelé

Horário - 21h


São Bento aprimora parte tática e fortalece a mente




Treinar a parte tática e fortalecer a mente. Assim tem sido conduzida a semana do São Bento após o empate em 1 a 1 com o Brasil de Pelotas, pela 20ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Segundo o técnico Marquinhos Santos, atividades específicas estão servindo de ferramenta para aumentar a concentração do elenco e, sobretudo, tentar diminuir a quantidade de gols sofridos no final das partidas -- o fato foi tema de reportagem do Cruzeiro do Sul nesta semana: dos 20 jogos da competição, a equipe foi vazada oito vezes no último quarto de tempo dos confrontos, ou seja, em 40% do total.

De acordo com o treinador, as atividades simulam a situação real de jogo, obrigando com que o time não tenha a rede balançada. "A gente sabe que o cansaço também pesa na parte final do jogo. Mas esse trabalho do Marquinhos tem sido importante para a questão psicológica", avaliou o volante Fábio Bahia, em entrevista ontem à tarde. Além disso, Marquinhos Santos admitiu que, depois do último resultado, o grupo recebeu uma cobrança mais intensa, tanto da diretoria quanto da comissão técnica. "E, agora, com dois compromissos fora de casa, temos de buscar a vitória. Fora dos nossos domínios, nossa campanha é de Z4", acrescentou.

Por conta da sequência desgastante contra o CSA, no sábado (18), às 21h, em Alagoas, e Goiás, na terça-feira (21), às 20h30, em Goiânia, o técnico reconheceu que provavelmente terá de fazer alterações no time entre os compromissos. "Tudo dependerá da parte fisiológica", afirmou. Ele, porém, não deu pistas concretas em relação a nomes para o duelo no Nordeste. "Durante a semana, temos treinado dois modelos de jogo, na mesma formação. Um é com um time mais técnico; o outro, de mais velocidade."

Uma novidade que pode aparecer no 11 inicial diante do CSA é Roni. Podendo jogar na beirada do campo ou na meia, o atleta revelou que está revezando com Diogo Oliveira nesta semana, no time titular. "Quem entrar vai dar conta do recado. Eu só quero ajudar", disse.

Os relacionados para encarar os alagoanos viajam hoje pela manhã, saindo às 8h30 do Estádio Municipal Walter Ribeiro (CIC).


O camisa 9 do futebol moderno




De um camisa 9 tradicional, centralizado, à moda antiga, a um camisa 9 adaptável, com mais mobilidade. Desde o início da carreira, Ricardo Bueno era conhecido, sobretudo, pelas características de um centroavante cuja especialidade era a finalização. No São Bento não foi diferente, ao menos em 2017, quando ele foi um dos pilares para livrar o time do rebaixamento no Campeonato Paulista. Mas, em seu retorno ao clube neste ano, é possível notar diferenças no modo de atuar do experiente atleta, de 30 anos, principalmente com a chegada de Marquinhos Santos como técnico.

Bueno voltou ao Azulão no início de junho. De lá para cá, foram nove jogos e três gols marcados na Série B do Campeonato Brasileiro. O torcedor mais "corneteiro" pode até questionar a média de um gol a cada três partidas dele. Os mais atentos à importância tática, no entanto, certamente têm reparado que o atacante costuma "flutuar" mais conforme o esquema tático do time, abrindo espaços nos sistemas defensivos adversários: o tal "falso 9" do futebol moderno.

Tanto na vitória por 2 a 1 contra o Atlético Goianiense, em casa, quanto na derrota por 1 a 0 para o Vila Nova-GO, fora, o centroavante, várias vezes, ocupava os extremos do campo -- espaços teoricamente de Cléo Silva e Branquinho, jogadores de mais velocidade.

No último compromisso, o empate em 1 a 1 com o Brasil de Pelotas, a missão dele mudou um pouco, especialmente no segundo tempo. Mesmo centralizado, por vezes recuava alguns metros para buscar a aproximação com o meia Diogo Oliveira. "A zaga do Brasil (de Pelotas), por identidade, é de muita força e praticamente anulou o Bueno no primeiro tempo. Depois do intervalo nós trouxemos ele para que fizesse a função paralela ao Diogo, com o Branquinho e o Cléo fazendo o "facão". E aí o Bueno teve uma ou duas bolas de frente para definir", explicou Marquinhos Santos.

Bem fisicamente

A nova fase de Bueno também tem relação inegável com seu aspecto físico. O atacante, que já teve passagens, entre outros clubes, por Palmeiras, Atlético Mineiro e Grêmio, sofreu ao longo da carreira com algumas lesões. No ano passado, então, ele procurou a ajuda de um profissional para realizar um trabalho à parte. "Conheci um profissional de fisioterapia muito bom, de Barueri, que tem me ajudado bastante. Tem feito a diferença do ano passado para cá. Diminuíram as lesões. Na verdade, a minha última lesão muscular foi contra o Corinthians, na estreia do estadual do ano passado", comentou, em entrevista coletiva na semana passada.

O fisioterapeuta, segundo o atacante, tem trabalhado a biomecânica, ou seja, as forças envolvidas nos movimentos do corpo. "Descobrimos que eu tinha um bloqueio no quadril e isso atrapalhava muito quando se trata de movimentos em alta velocidade. Então, quando a parte muscular era muito exigida, o quadril estava bloqueado e "estourava"", contou Bueno. Graças à dedicação além do dia a dia no clube, o atleta afirma que, nos testes fisiológicos, tem melhorado cada vez mais. "Os testes mostram ganho de força, resistência e, no pós-jogo, a recuperação tem sido mais rápida", disse. E garantiu: "Vou manter o trabalho para continuar essa evolução."